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quinta-feira, 26 de julho de 2018

ABRINDO JOGO SOBRE O NAMORO CRISTÃO


O processo de amadurecimento físico e mental dos jovens traz tanto um grande potencial de maravilhosas possibilidades quanto também um grande perigo. Pois, nossos corpos frequentemente amadurecem mais depressa que nosso juízo. E os desejos sexuais são com frequência mais fortes na adolescência e na juventude do que em qualquer outro período da vida. Por esta razão, é importantíssimo que os jovens percebam a importância de manter a pureza sexual. A Bíblia é clara sobre o fato que ter ou estimular relações sexuais antes do casamento é pecaminoso:
“Fugi da impureza! Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer, é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co 6:18-20).
Umas poucas orientações simples para o namoro ajudarão a diminuir o perigo de ser-se apanhado na impureza:
Evite o contato físico excessivo. As chamas da paixão frequentemente são avivadas pelo contato físico íntimo até o ponto em que nenhuma pessoa quer parar. Muitos homens e mulheres têm pensado que poderiam se conter em certas circunstâncias, mas perderam sua pureza num momento de fraqueza. “Tomará alguém fogo no seio, sem que as suas vestes se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?” (Pv 6:27-28).
Não se encha de desejos pecaminosos, evitando situações que provoquem a tentação (Romanos 13:14). É possível resistir à tentação, mas precisamos querer buscar o meio de escapar (1Co 10:12-13). Evite os lugares escuros, isolados. Roupas modestas também ajudam a evitar a tentação. As mulheres, especialmente, deveriam vestir-se de tal modo que reflita seu caráter e pureza. Evite namorar com pouca idade. Por causa do principal propósito do namoro, isto é, encontrar um cônjuge, é um erro começar a namorar muito cedo. Isto coloca jovens em situações para as quais não estão preparados. Infelizmente os jovens consideram o comportamento lascivo como um sinal de maturidade e desejam desesperadamente tornar-se adultos. Os pais não deveriam permitir-lhes namorar enquanto não amadurecerem suficientemente para entender os perigos e as responsabilidades do namoro.
Nós casamos com alguém que namoramos! Assim, homens e mulheres de Deus precisam agir com cuidado no namoro. Olhar para o caráter da pessoa que namoramos, em vez de ver somente sua aparência física, ajuda a garantir a escolha de um bom parceiro. A prudência no namoro ajudará a evitar os trágicos erros e pecados que podem danificar seriamente as oportunidades de futura felicidade.

Fonte: http://www.cristoevida.com/

CORAÇÃO SOSSEGADO

Devocionário Cada dia - LPC Comunicações

 “… fiz calar e sossegar a minha alma…” Salmo 131.2b

Davi está sossegado, tranquilo, quieto, calmo, sereno, contente não com comida, nem com a família, ou ministério, ou estudos, ou sexo, ou entretenimento, ou poder, ou fama, ou sucesso, ou dinheiro. Ele está assim porque Deus é a fonte de seu contentamento. Davi deixa claro que isso não depende dele, de nada e de ninguém, a não ser de Deus.

Contentamento em Deus é conseguir em algum nível saborear a experiência de Paulo: “considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (Fl 3.8). Contentamento em Deus é dizer como o poeta no Salmo 16.11: “na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente.” Quando a satisfação do cristão está em Deus, a alma sossega e encontra paz.

A luta pelo contentamento é uma luta dura. Até que a temperatura da fornalha da aflição tenha sido aumentada sobremaneira, a maioria de nós simplesmente não sabe o quão difícil é essa luta pelo contentamento. Mas, com o Senhor é plenamente possível viver contente em toda e qualquer situação. Por isso, Davi convida você a se juntar a ele nesta incrível experiência.

Postado por: Pr. José Francisco

Fonte: https://lpc.org.br/

quarta-feira, 25 de julho de 2018

Como posso saber se sou um eleito de Deus?


A doutrina da eleição é claramente exposta na Bíblia. Isso não significa que é uma doutrina fácil de ser aceita por nosso intelecto decaído. Significa apenas que ela está nitidamente presente nos Escritos Sagrados e nenhuma pessoa que aceita a Bíblia como revelação perfeita de Deus pode negar que os seus escritores a expuseram enquanto eram movidos pelo Espírito Santo a escrever  (2Pedro 1.20,21).
Sendo uma doutrina de difícil compreensão, várias perguntas a cercam. Uma delas, talvez das mais comuns, é “como posso saber se sou um eleito de Deus?”. A resposta básica a essa pergunta é bem simples: se você crê em Cristo tendo-o como salvador suficiente e único, você é um eleito, pois esse modo de crer se constitui precisamente na “fé dos eleitos” (Tito 1.1). Se, por outro lado, você rejeita essa fé e, ao longo da vida, perseverar nessa postura até a morte, você não é um eleito, pois ninguém que tenha sido escolhido por Deus morre na incredulidade. De fato, todos os eleitos são também chamados por Deus, depois justificados e, finalmente, glorificados (Rm 8.30). Assim, nenhum deles morre fora da fé!
Como se vê, a prova da eleição é a fé em Cristo. Jesus disse aos judeus que tinha outras ovelhas fora do aprisco de Israel (Jo 10.16; veja-se também João 11.51-52). Essas ovelhas eram pessoas de todas as nações, homens e mulheres escolhidos pelo Senhor que ainda não tinham sequer ouvido sua mensagem. Mesmo assim, uma vez que eram eleitas, Jesus as chamou de “minhas ovelhas”. Como, porém, os pregadores enviados pelo Mestre conseguiriam distinguir essas ovelhas das outras pessoas espalhadas pelo mundo? A resposta do Senhor foi simples: “Elas ouvirão a minha voz!” Com efeito, sendo a fé salvadora um dom de Deus (Jo 6.44,65; Ef 2.8; Hb 12.2), somente seus escolhidos experimentariam a alegria de nutri-la no coração, sendo esta a principal marca da eleição divina.
Há, porém, outros fatores que podem ser observados como provas da eleição de uma pessoa. Um texto importante que auxilia na compreensão disso é 1Tessalonicenses 1.3-4. Nesse texto, Paulo afirma que reconhecia a eleição dos crentes de Tessalônica ao observar a operosidade da sua fé, a abnegação do seu amor e a firmeza da sua esperança.
A operosidade da fé mostrava que o evangelho não havia chegado àquelas pessoas somente em palavras, mas com poder ministrado pelo Espírito Santo (v.5), de modo que a fé que tinham era produtiva, ou seja, não se tratava de uma fé morta ou estéril, mas uma fé que realizava algo e produzia frutos. No texto, é possível perceber que essa fé fora operante no sentido de fazer com que os tessalonicenses se tornassem imitadores de Paulo e de Cristo, tornando-se modelos para os crentes de toda a Grécia (vv.6-7).
A abnegação do amor apontava para a disposição amorosa de trabalhar para o Senhor mesmo sob um custo alto, enfrentando oposição, perseguição e lutas sem esmorecer (v.6). Os crentes de Tessalônica serviam ao Senhor com amor e isso lhes custava caro numa sociedade pagã — mas eles permaneciam firmes e Paulo viu nisso mais uma prova de que eram eleitos.
Finalmente, firmeza da esperança diz respeito a uma esperança paciente na vinda do Filho de Deus (v.10). O homem salvo não fixa seu coração nas coisas do presente século na expectativa de que a felicidade venha delas. Em vez disso, desfruta da realidade que o circunda sabendo que é apenas uma dádiva temporária e que a real satisfação se encontra no divino Doador que um dia virá. Com essa percepção, ele aguarda com doce expectativa o dia em que o Reino de Deus se estabelecerá neste mundo e no porvir, não se deixando dominar pelas propostas ilusórias do pecado.
Eis aí, portanto, algumas evidências da eleição. Como se vê, não é difícil detectá-las na vida de alguém. Paulo as encontrou nos crentes recém-convertidos de Tessalônica. Ele as encontraria em você?
Postado por Rev. José Francisco

POR QUE COISAS RUINS ACONTECEM A PESSOAS BOAS?


Stephen Fry, um ateu declarado, perguntou: “Se Deus é todo-bom e todo-poderoso como as Escrituras afirmam, então, por que ele permite que pessoas boas sofram o mal?” Todos somos confrontados assim: o diagnóstico de um amigo querido com uma doença terminal; o abuso do filho de um vizinho; terroristas em uma lanchonete; furacões que devastam ilhas inteiras. Quando os céticos fazem essa pergunta — ou quando outros cristãos questionam, ou quando você pergunta — qual é uma resposta bíblica?
É essencial distinguir e incluir cuidadosamente duas partes da questão: a cabeça/lado intelectual e o coração/lado emocional. No momento do sofrimento, uma resposta orientada para a cabeça (“Essa é a vontade de Deus”) — mesmo sendo doutrinariamente correta — pode não ser um bálsamo para a alma angustiada. Muitas vezes, a resposta sensível vem em primeiro lugar. Mas ela deve ser fundamentada no lado intelectual, então começamos nesse lado e depois voltaremos para o lado emocional.
A questão da cabeça/intelectual pode ser reformulada da seguinte forma: O sofrimento de pessoas boas contradiz a Deus? Pois, se ele permite que tais coisas aconteçam, isso não prova que ele não é bom, não é todo-poderoso, ou não existe? Algumas respostas devem ser dadas:
1. A questão pressupõe que existe algo como “bom” e “mal” para começar. O fato de que alguém possa protestar contra o mal requer um padrão para o bem e o mal fora de qualquer indivíduo ou cultura, que só pode vir de Deus e que foi revelado a todos (Rm 1.19-20; 2.12-16).
2. A questão assume que Deus nunca tem boas razões para o sofrimento. Todavia, de acordo com as Escrituras, Deus tem tais motivos, mesmo que não gostemos ou não os entendamos. O sofrimento pode ser devido ao estado caído da criação (Rm 8.19-22); o sofrimento pode ser um castigo pelo pecado (Jz 2.11-15), embora nem sempre (Jo 9.1-3); Deus pode permitir que Satanás o imponha (Jó 1—2); pode mostrar a justiça de Deus (Rm 9.19-26), pode levar os pecadores ao arrependimento (Sl 119.71); pode ser usado para promover o reino de Deus (1Pe 4.12-19) e nos santificar (Rm 5.3-5; Tg 1.2-4). De fato, o exemplo mais surpreendente de algo ruim que aconteceu a uma pessoa boa — a morte de Jesus — operou o bem da salvação (At 2.22-24; 4.8-12). Mas, às vezes, quando enfrentamos os males mais incompreensíveis e inexplicáveis, podemos confiar que os caminhos de Deus são mais elevados do que os nossos (Rm 11.33-36).
Nenhuma outra cosmovisão pode explicar esse fato, exceto a bíblica, que revela a pecaminosidade de todos e a bondade de Deus para com todos, tendo em vista os seus próprios propósitos (Mt 5.45), até o último dia do juízo, quando tudo será retificado.
(Leia esse artigo na íntegra no site do Ministério Fiel)  -  Crédito: Ministério Fiel - Dr. Greg Lanier


De volta escrever ao Blog

Por alguns anos deixei de publicar nesse veículo, digo, nesse meio de alcance eficaz ao Brasil e ao mundo cristão.
Estarei mais presente com novas publicações de interesse geral, pois já mudei o título do Blog  afim de atender o público geral.
Peço desculpa ao meus seguidores e leitores por essa ausência tão longa.

Editor: Pr. José Francisco

sexta-feira, 21 de março de 2014

PREGAÇÃO EM SALMO 119:1-8


INTRODUÇÃO: Sincera comunhão com Deus se desfruta através do amor à sua Palavra que é a maneira de Deus comunicar-se com a alma através de seu Espírito Santo. Os que amam a Santa Palavra de Deus são bem-aventurados, porque são preservados de contaminação (v. 1), porque se tornam santos na prática (vv. 2,3) e guiados a ir a Deus sincera e intensamente (v. 2). Oração e louvor, bem como toda sorte de atos e sentimento devocionais, perpassam esses versículos como os raios da luz solar refletidos através da folhagem de uma árvore frondosa. O crente deve desejar um viver santo, porque é isso que Deus ordena e isso deve trazer conforto, coragem e dependência espiritual.
ELUCIDAÇÃO: Com seu estilo poético, em forma de acróstico, (um relacionamento entre as primeiras letras de diferentes versos do versículo), o Salmo 119, com seus 176 versículos, é, de longe, o mais longo do Saltério. Sua extensão pode ser atribuída à notável devoção do autor à lei de Deus e à sua formidável estrutura poética – o mais longo acróstico encontrado na Bíblia. É um dos Salmos de sabedoria composto de vinte e duas estrofes de oito versos, uma estrofe para cada letra sucessiva do alfabeto hebraico, com todos os versos de cada estrofe começando com a letra hebraica em particular. O número de versos pode estar ligado às oito palavras: “testemunhos”, “preceitos”, “estatutos”, “mandamentos”, “juízos”, “palavra” e “promessa”. O tema é a Escritura, especificamente a obediência à lei, com todas as oito palavras sendo usadas livremente como sinônimos... O Salmo 119 é uma incrível realização poética... Reflete beleza dentro dos limites de uma forma de expressões particularmente exigente.
Enquanto expressa o seu amor pela lei e o seu desejo de obedecer a ela, o salmista também reconhece as suas próprias falhas. Elemento de lamentação e petição entrelaçam-se com expressões de confiança e declarações de inocência. (Bíblia de Genebra, p. 780).
AS BEM-AVENTURANÇAS PROVINDAS DA LEI DO SENHOR

1.   AMOR A LEI DO SENHOR (vv. 1-3: “Bem-aventurados os irrepreensíveis no seu caminho, que andam na lei do SENHOR. Bem-aventurados os que guardam as suas prescrições e o buscam de todo o coração; não praticam iniquidade e andam nos seus caminhos”). 
a)   Pureza no caminho – os imaculados desejam ardentemente ser santo. Nosso desejo por felicidade não é maior que o se sermos perfeitamente santos. Uma benção pertence aos que ouvem, leem e entendem a Palavra do Senhor; não obstante, uma benção maior advém da real obediência a ela e concretiza em nosso andar e conversação o que aprendemos em nosso exame das Escrituras.  A mais genuína bem-aventurança consiste na pureza de nosso caminho e de nossa caminhada santa e prudente (Sl 1.1,2).
1)  Facilmente pode sobrevir-nos impureza mesmo em nossas coisas santas! É possível achegarmo-nos para os cultos maculados em nossa consciência. Lamentável é que nos salpicamos a santa vereda com nosso egoísmo, nossa vanglória, nossa obstinação e nossa carnalidade.
2)  Seu andar, sua vida cotidiana, é de obediência ao Senhor. Quer comam, quer bem, quer façam qualquer outra coisa, tudo fazem no nome de seu grande Mestre e Modelo. Vida santa é um andar, um progredir constante, um avançar sereno, um preservar contínuo. A lei do Senhor não é enfadonha.
b)   Santos na prática – vida nutrida por zelo íntimo pela glória de Deus. Se guardarmos os testemunhos de Deus, eles por sua vez nos guardarão. Eles são de real valor e dignos de ser guardados, pois “em os guardar há grande recompensa”. Portanto, devemos guardar a Palavra de Deus com cuidado e vigilância, porque ela são seus testemunhos. Ele nos deu, mas ainda são dele. E o buscam de todo o coração – significa o ardente desejo de ter comunhão com Deus de maneira mais intima, segui-lo plenamente, manter a mais perfeita união com a sua mente e vontade, promover sua glória e compreender plenamente tudo o que ele é para os corações santos.
c)    Não amam a iniquidade – bem-aventurados devem ser todos aqueles de quem se pode afirmar sem reserva e sem explicação. Os que seguem a Palavra de Deus não amam a iniquidade; a regra é perfeita, e se ela for constantemente seguida não haverá erro. O genuíno povo de Deus não pratica a iniquidade: são honestos, íntegros e no que tange à justiça e moralidade, são inculpáveis.
d)   Andam em seus caminhos – inclinam-se não só para os grandes princípios da lei, mas também para os mínimos detalhes de preceitos específicos. A mais segura maneira de abster-se do mal é vivendo totalmente ocupado na prática do bem. O cristão, embora sejam falhos e frágeis, todavia odeiam o mal e não se permitirão viver nele; amam as veredas da verdade, da justiça e da genuína piedade, a habitualmente andarão nelas.
2.   DILIGÊNCIA NA LEI DO SENHOR – (vv. 4-6: “Tu ordenaste os teus mandamentos, para que os cumpramos à risca. Tomara sejam firmes os meus passos, para que eu observe os teus preceitos. Então, não terei de que me envergonhar, quando considerar em todos os teus mandamentos”). 
a)  Ordenanças Santas – Os preceitos de Deus requerem criteriosa obediência, não sua observação por acidente. Sua lei demanda o amor de todo o nosso coração, de toda a nossa mente, de toda a nossa alma e de toda nossa força; uma religião displicente não contém nada disso. Quando tivermos feito tudo, nos sintamos servos inúteis. Como um profissional se ergue para fazer tanto quanto possa, assim devemos ser solícitos em servir ao Senhor o máximo que pudermos. Nosso Mestre merece servos diligentes.
Alguns são diligentes em superstição e indispostos a cultuar; é nosso dever ser diligentes em observar os preceitos do Senhor. Deus não nos ordenou ser diligentes em fazer preceitos, mas em guardá-los. Há quem põe jugo em seu próprio pescoço e faz algemas e normas para outros; mas uma diretriz sábia se satisfaz com as normas da Santa Escritura. Quando o coração se avoluma em amor pela santidade, mais interesses pessoais têm nela.
b)  Inspirações Santas – os mandamentos divinos devem inspirar o tema de nossas orações. Precisamos pedir ao Senhor que realize em nós suas obras, do contrário jamais cumpriremos seus mandamentos. O v. 5, expressa um lamento de dor do salmista por sentir que não guardava os preceitos de Deus diligentemente; é o clamor do fraco que pede socorro a alguém que podia ajudá-lo. É a petição da fé de alguém que ama a Deus e confia nela para receber a graça.
Nossos caminhos são, por natureza, opostos ao caminho de Deus, e é preciso que nos deixemos orientar pelo Senhor, do contrário seremos destruídos. “Oh, que meus caminhos sejam orientados em guardar teus preceitos”.
c)   Regozijo Santo – O pecado traz vergonha, e quando o se vai, dissipa-se o motivo para envergonhar-se. Que grande livramento é este! Alguns preferem a morte que a vergonha. Quando tiver respeito por todos teus mandamentos – se ao cometer iniquidade ninguém sentir vergonha de mim, eu mesmo me sentirei envergonhado. A desobediência de nossos pais os tornou nus e confusos. Nós também teremos sempre motivos de sentir-nos confuso, até que o pecado seja vencido, e cada dever, cumprido.
Não existe numa vida santa motivo algum para envergonhar-se; alguém pode envergonhar-se de seu orgulho, de sua opulência, de seus próprios filhos; porém jamais se envergonhará de haver em tudo respeitado a vontade do Senhor seu Deus. “Oh, santificação que nos põe novamente no caminho de Deus”! Então meu coração se alegrará... Quando eu obedecer teus estatutos e honrar teu santo nome (Dr. Watts).
3.   GRATIDÃO PELA LEI DO SENHOR - (vv. 7,8: “Render-te-ei graças com integridade de coração, quando tiver aprendido os teus retos juízos. Cumprirei os teus decretos; não me desampares jamais”).
a)   Coração íntegro e grato - Da oração ao louvor nunca é uma jornada longa demais nem difícil. Quem ora por santidade um dia há de louvar agradecido pela felicidade. Prefere considerar a Deus como o único digno de seu louvor. Seu coração será íntegro, se o Senhor instrui-lo para em seguida poder louvar seu Mestre. Alguns louvam com lábios falsos e fingidos, o qual o Senhor abomina. Porém existe a música comparável àquela que brota de uma alma purificada que permanece eu sua integridade. O coração íntegro certamente bendirá o Senhor;
b)   Coração instruído - Quando tiver aprendido os teus retos juízos – precisamos aprender a louvar; aprender que podemos aprender louvar; e louvar quando tiver aprendido. Quando estivermos abertos ao aprendizado, então o Senhor poderá ensinar-nos os teus juízos. A mente purificada admirará os juízos do Senhor. Os juízos do Senhor são mais desejáveis que o ouro depurado (Sl 19.10). Um coração se revela instruído na apresentação do louvor.
c)    Coração humilde – “Louvar-te-ei” está em íntima parceria com “Guardarei”. Vem seguido de uma humilde oração por auxílio divino: “Oh, não me desampares completamente”. O salmista sente sua própria incapacidade e treme de medo de ficar sozinho, e tal medo é agravado pelo horror ante a possibilidade de cair em pecado. Que o Senhor nos conceda um coração humilde, mas cheio de excelência para que sejamos “perfeitos e íntegros, em nada deficientes”.
O Senhor jamais esquecerá seus servos completamente, e bendito seja o seu Nome, porque ele nunca quer fazer isso. Se aspirarmos guardar seus estatutos, ele nos guardará; sim, sua graça nos levará a cumprir sua lei.
APLICAÇÃO
1.   Amar a lei do Senhor significa se entregar em santidade, dizendo não ao pecado, a iniquidade;
2.   Ser diligente significa observar os mandamentos como algo santo e proveitoso para a vida santa.
3.   Gratidão é viver com integridade bendizendo ao Senhor por todos os seus benefícios.
CONCLUSÃO
Há uma descida abrupta do monte de bênção, que começa no 1º versículo, ao quase pranto deste 8º versículo; todavia isso é espiritual e experimentalmente um decidido e gracioso crescimento; pois da simples admiração da benevolência de Deus chegamos ao ardente anelo por ele, anelando comunhão com ele e vendo-nos dominados por intenso horror em não desfrutá-la. Que bem-aventurança procede da observância dos estatutos do Senhor!

Ipanguaçu-Rn, 04 de Agosto de 2013 – Pr. José Francisco.

*Sermão baseado no conteúdo do livro de Sproul.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

PREGAÇÃO EM HEBREUS 9.27-28

MORTE, UMA CERTEZA ETERNA?

1.   A MORTE É INEVITAVEL (aos homens está ordenado morrerem uma só vez)

a)  Ela é inevitável e intransferível – você é um “ser para a morte”. A Bíblia ensina que "... há tempo de nascer e tempo de morrer..." (Ec 3.2). Esse tempo é determinado pelo Deus Criador e Mantenedor da vida. A Bíblia sempre liga a morte ao pecado (Gn 2.17; Rm 5.12; 6.23).

b)  A morte não é natural ao homem, mas surgiu devido à nossa rebelião contra Deus. Conforme Jesus ensina em Lucas 16.22, não há distinção de cor, raça, idade, grau de instrução ou de poder aquisitivo. A morte é inevitável.

2.   A ALMA SOBREVIVE A MORTE FÍSICA (vindo, depois disto, o juízo).
a)  Ela não é o fim de tudo, porque o homem é por natureza um ser imortal. O corpo é sepultado, mas a alma sobrevive continuando a existir na dimensão de Deus (Lc 16.22).

b)  Existe esperança para os vivos: Não temais os que matam o corpo e não podem matara alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo (Mt 10.28), afirma Jesus. A alma humana sobrevive à morte física (Lc 23.43: Jesus lhe respondeu: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso. Jo 5.28-29: Não vos maravilheis disto, porque vem a hora em que todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão:  29 os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo; 11.25-26: Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá;  26 e todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente. Crês isto?  2 Co 5.1: Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus.  2 E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial).

c)   Morte espiritual - Há milhões de pessoas, neste mundo que sofrem a morte espiritual. Essa morte espiritual, é a separação entre a alma e Deus, a separação entre o homem e Aquele que disse: "Eu sou... a vida." A Escritura diz que essas pessoas estão mortas "nos vossos delitos e pecados" (Efésios 2:1).

3.   APÓS A MORTE, DOIS DESTINOS (9.2b, 28 – depois..., o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação). A Bíblia fala de dois destinos eternos: céu e inferno. Lázaro foi para o "seio de Abraão" (v. 22) e o rico para o "inferno", lugar de tormentos (vv. 23-24).

a)  O céu existe e será desfrutado por todo aquele que morrer em Cristo. Em João 14.2-3, ler: Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.

b)  O inferno é o outro lugar para se passar a eternidade. Mas, muitas pessoas que até acreditam na existência do céu, não aceitam a existência do inferno. As mesmas Escrituras que revelam as delícias eternas, também tornam conhecidos os terrores e o horror do inferno. "Fogo Eterno" (Mt 25.41), "Abismo" (Ap 9.2-3), "Castigo Eterno" (Mt 25.46), "Segunda Morte" (Ap 21.8), "Eterna Destruição" (2 Ts 1.9). Disse Jesus: "E irão estes para o castigo eterno" (Mt 25:46). Jesus também disse: "Mandará o Filho do homem os seus anjos que ajuntarão do seu reino todos os escândalos e os que praticam a iniquidade, e os lançarão na fornalha acesa; ali haverá choro ranger de dentes" (Mt 13:41-42).

APLICAÇÕES
1.    É impossível Deus mudar o método que Ele próprio escolheu, para produzir arrependimento naqueles que estão vivos.

2.     O fim e os meios, já estão escolhidos. O método de Deus para produzir fé e arrependimento naqueles que ainda vivem é a pregação bíblica. A fé vem pelo ouvir e o ouvir a Palavra de Deus. (Rm 10.17; Lc 16.29)

3.    É impossível mudar o estado eterno de quem já morreu;

CONCLUSÃO
No texto exposto, o escritor de Hebreus deixa bem claro que ao homem é determinado por Deus morrer apenas uma só vez! Esta morte a qual ele se refere é a morte física, porém logo em seguida vem o juízo, ou seja, a certeza de que a vida continua a existir após a morte física. O homem dará conta a Deus de tudo o que fez, caso morra em seus pecados passará para a morte eterna e se morrer crendo em Cristo, terá a vida eterna.


Pregação do dia 15/06/2013 – Ipanguaçu-Rn – Rev. José Francisco.